‘Vamos fazer de 2021 o ano da vacinação’, afirma Bolsonaro em pronunciamento

Escrito por em 24/03/2021

Por: O Tempo

Presidente Jair Bolsonaro
Foto: EVARISTO SA / AFP

 

Em pronunciamento nesta terça-feira, 23, o presidente Bolsonaro mudou sua retórica antivacina e ressaltou os esforços do governo federal para a aquisição de imunizantes contra o coronavírus. ‘Vamos fazer de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros’, afirmou o presidente na transmissão veículada em cadeia nacional.

O presidente lamentou as mortes pela doença e ressaltou que desde o começo da pandemia o governo enfrentava dois grande desafios: o vírus e o desemprego. “Em nenhum momento o governo deixou de tomar medidas importantes, tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia”, disse.

Bolsonaro voltou a afirmar que o Brasil é hoje o quinto país que mais imunizou pessoas no mundo. Os dados são do Our World In Data. Vale lembrar que o país está em 58º no ranking quando levamos em conta a proporção da população.

“Temos mais de 14 milhões de vacinados e mais de 32 milhões de doses de vacina distribuídas para todos os Estados da Federação, graças as ações que tomamos logo no início da pandemia”, disse o presidente.

Ele relembrou os acordos com a Oxford para compra e produção de vacinas, além do consórcio Covax e as negociações pela Coronavac. “Sempre afirmei que adotaríamos qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa”, reiterou o presidente, que foi duramente criticado na pandemia por ter dificultado as negociações de Doria pelo imunizante chinês.

Segundo o presidente, em poucos meses o país será autossuficiente na produção de vacinas e até setembro deste ano serão entregues mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. “As vacinas estão garantidas. Ao final do ano, teremos alcançados mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população”, encerrou.

Colapso

Nesta terça, o Brasil bateu novo recorde no número de mortes por Covid-19: foram registrados 3.251 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Por todo o país, hospitais estão com UTIs lotadas com pacientes com coronavírus e há quem já tenha morrido na fila de espera por uma vaga. Estados também estão em alerta para a falta de oxigênio e medicamentos como sedativos para intubação.

O agravamento da pandemia vem levando à queda de popularidade do presidente, que resolveu tomar algumas medidas contra as críticas. A primeira delas foi a troca do Ministro da Saúde. O médico Marcelo Queiroga foi empossado nesta tarde no lugar de Pazuello. Bolsonaro também já afirmou que existe a possibilidade de se imunizar assim que a vacinação for liberada para a sua faixa etária – 66 anos.


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