Transmitido por mosquito, vírus do Nilo Ocidental é detectado pela 1ª vez em MG

Escrito por em 04/05/2021

Por Jornal O Tempo

O vírus do Nilo Ocidental, doença originária de aves silvestres, mas que pode ser passado para outros animais e humanos por meio de mosquitos infectados, foi detectado pela primeira vez em Minas Gerais. A descoberta realizada pela UFMG foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

No Estado, até o momento, a enfermidade foi constatada em cavalo, não tendo caso registrado em pessoas. Mas, se atingir humanos, pode levar à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas.

Entre os casos sintomáticos, a febre do Nilo Ocidental provoca febre, dor de cabeça, cansaço e vômito. Já as formas graves da doença, como meningite e encefalite, atingem um em cada 150 infectados. Os sintomas podem ir de febre alta e rigidez da nuca a convulsões, coma e paralisia.

Identificado pela primeira vez em Uganda, em 1937, por décadas o vírus ficou restrito a países da África, Europa e Ásia. Em 2009, porém, chegou ao Brasil. Amostras da doença foram colhidas em cavalos do Pantanal. Agora, os estudos foram ampliados para outras localidades do país.

“A partir de uma grande colaboração científica, pesquisadores detectaram o vírus do Nilo Ocidental pela primeira vez em Minas Gerais e confirmaram a circulação viral no Piauí e em São Paulo. As amostras positivas foram coletadas de cavalos que adoeceram entre 2018 e 2020”, explicou a Fiocruz.

O mosquito vetor é o do gênero Culex, popularmente conhecido como pernilongos ou muriçocas. Além de se infectar ao picar aves infectadas, os insetos transmitem o microrganismo para as próximas gerações de mosquitos. Os cavalos, assim como as pessoas, podem ser infectados, mas não transmitem a doença.


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