Setor de Eventos de Itaúna volta a se reunir com o prefeito para chegar a uma conclusão sobre a retomada de eventos na cidade

Escrito por em 18/01/2021

Há quase um ano sem poder realizar eventos, profissionais do setor buscam junto ao Executivo Municipal uma alternativa para retomarem suas atividades. Dentre os segmentos afetados pelo isolamento social, medida preventiva para conter a proliferação do novo coronavírus, o de eventos foi um dos que mais sofreu no país. Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril do ano passado, mostra que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos.

Para tentar viabilizar o retorno de pequenos eventos, adotando protocolos de segurança, representantes da Associação dos Profissionais de Eventos de Itaúna (APEI) se reunirão mais uma vez, nos próximos dias, com o prefeito Neider Moreira.

Integrantes da associação já haviam se reunido com o chefe do Executivo e com o Gerente de Cultura da cidade, Ilimane Joe em dezembro, para analisar a possibilidade de retorno das atividades do setor na segunda quinzena de janeiro, contudo, a decisão foi adiada devido ao cenário em que se encontrava a cidade naquele período. Um novo encontro para debater a pauta ficou agendando para janeiro, conforme contou à reportagem o representante da APEI Matheus Corradi (Maisagito Eventos). “Na época, o momento não se mostrou o mais oportuno, porque estávamos começando um novo pico da doença, os casos aumentaram”, explicou.

Segundo Matheus Corradi, a ideia é retomar as atividades de forma responsável, começando com pequenos eventos familiares, limitados a 100 pessoas e seguindo protocolos que já são usados por outros setores. Em conversa com a reportagem, ele destacou o impacto da paralisação das atividades na vida de quem atua no segmento. “É muito importante informarmos a toda a população que essa proposta foi feita de forma muito coerente, muito sensata. Nós sabemos da delicadeza do cenário atual, porém, estes profissionais estão há quase um ano sem trabalho. São pessoas que têm família, filhos para sustentar”, pontuou.

 

 

Protocolos de segurança

Dentre os vários termos das medidas de segurança para a realização de eventos de pequeno porte, a APEI destaca os seguintes:

  • limitação de público em 50% da capacidade do local de acordo com o AVCB, respeitando um limite máximo de 100 pessoas;
  • medição de temperatura na entrada;
  • obrigatoriedade de máscara;
  • dispensadores de álcool em todas as mesas e banheiros;
  • protocolos de buffet similares aos dos restaurantes.

Movimento financeiro 

Matheus Corradi destacou também a importância do setor de eventos no Brasil e em Minas, apresentando dados sobre empregos e movimentações financeiras do segmento disponibilizados pela Associação Mineira de Eventos e Entretenimento (AMEE), entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo defender os interesses dos profissionais e empresas do setor de eventos em Minas Gerais, criada no início de 2020.

Nível Brasil:
  • 25 milhões de empregos de forma direta e indireta no Brasil;
  • faturamento anual de 936 bilhões;
  • 13% do PIB Nacional.
Nível Minas Gerais:
  • 2,3 milhões de empregos diretos e indiretos;
  • faturamento anual de 90,6 bilhões em Minas Gerais;
  • 9,6% do PIB do Estado de Minas Gerais.

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