Polícia Federal indicia Aécio por rombo de R$ 747 milhões na Cidade Administrativa

Escrito por em 08/05/2020

A Polícia Federal indiciou o deputado federal e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), e mais 11 representantes de empreiteiras,pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica supostamente cometidas durante a construção da Cidade Administrativa, sede do governo. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$747 milhões.
Segundo o relatório da PF, a licitação da obra foi dirigida para que um grupo específico de empreiteiras saísse vencedor. A polícia também investiga prováveis contratações fictícias, de empresas que não prestaram serviços.
A obra da Cidade Administrativa foi orçada, inicialmente, em R$ 900 milhões, mas o custo real passou de R$1,8 bilhão, segundo o Tribunal de Contas do Estado.

Defesa de Aécio

O deputado Aécio Neves se manifestou por meio de nota, elaborada por seus advogados de defesa, afirmando que “a conclusão da autoridade policial é absurda e contraria as investigações da própria PF que, depois de mais de três anos de investigações, não encontrou nada que comprometesse a atuação do Deputado Aécio Neves. A obra foi acompanhada por auditoria independente e seu edital apresentado ao TCE e ao Ministério Público que não apontaram qualquer irregularidade. Sequer os aditivos de preço autorizados por lei foram praticados à época. A defesa confia que a Justiça comprovará o absurdo da acusação”.

Empreiteiras

O nome de Aécio Neves foi associado a um esquema de desvio de dinheiro das obras pelo executivo da Odebrecht, Sérgio Neves em uma delação premiada no final de 2016.
Segundo o depoimento de Sérgio, Oswaldo Borges, à época presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), determinou que 3% de um contrato de R$ 360 milhões firmado pelo estado com a Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS fossem destinados para financiar futuras campanhas políticas de Aécio.

Além do desvio, havia a determinação para que as construtoras Cowan e Alicerce, ambas de Belo Horizonte, deveriam ser beneficiadas, sendo contratadas, mas sem prestar nenhum serviço.

Fonte: Jornal Estado de Minas / Foto da Capa: UESLEI MARCELINO/REUTERS


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