Polícia Civil prende suspeitos por incêndio em empresa de ônibus na capital

Escrito por em 16/06/2021

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou, em uma ação rápida, os responsáveis pelo incêndio criminoso que destruiu 10 ônibus de uma empresa de viagem, no bairro Aparecida, região Noroeste de Belo Horizonte. Dois homens, de 35 e 39 anos, foram presos em flagrante pela equipe da 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste. O veículo utilizado no crime também foi apreendido.

Segundo o delegado Artur Vieira, assim que acionada, a Polícia Civil iniciou os levantamentos e conseguiu identificar os suspeitos. “A partir do momento que tivemos ciência do cometimento do crime de incêndio, deslocamos uma equipe para o local, onde conseguimos levantar provas materiais e testemunhais que nos levaram de imediato à prisão de um dos suspeitos, ao que tudo indica, mandante do crime, previsto no artigo 270 do Código Penal brasileiro”, destaca Artur.

O inspetor Renan Mendonça explica que, no local dos fatos, foi possível constatar o modo de agir dos suspeitos e verificar, por meio de imagens de câmeras de segurança, dois indivíduos em um carro. “O passageiro saiu do veículo, caminhou em direção à empresa e logo em seguida saiu em fuga. Posteriormente, iniciamos pesquisas nos sistemas policiais e exaustivas diligências que resultaram na localização do indivíduo que se encontrava próximo ao veículo (utilizado no crime). Ele estava em sua empresa de viagens, situada no terminal JK”, descreve o inspetor.

Renan conta ainda que, durante buscas, os policiais encontraram, no interior do veículo apreendido, um galão de cor branca e o comprovante de compra do galão de combustível, constando data e horário anteriores ao crime. Também foram localizadas na empresa do suspeito, roupas com características compatíveis às utilizadas pela pessoa flagrada pelas câmeras de segurança no momento da ação criminosa.

Em continuidade aos trabalhos, os policiais localizaram e prenderam o segundo em Betim, na Região Metropolitana. “Ele confessou que os dois (os suspeitos) se encontraram no final da madrugada para cometer o crime, mas não revelou a motivação”, conta o inspetor.

Dinâmica dos fatos

Segundo o delegado Artur, “o mandante do fato criminoso compareceu ao local no veículo cinza apreendido e deixou o outro suspeito nas imediações para que ele ateasse fogo no estabelecimento, que culminou no prejuízo milionário para a vítima, proprietária da empresa de transporte”. Por meio da análise das imagens, os policiais conseguiram identificar qual deles desceu e ateou o fogo, e aquele que ficou no carro, no caso, o mandante do crime e primeiro a ser preso.

Motivação investigada

Conforme Artur Vieira, “trabalhamos com duas hipóteses: primeiramente, de que o proprietário da empresa estava praticando o preço de passagem um pouco abaixo do valor de mercado, o que estaria prejudicando demais empresas. A outra motivação seria uma desavença anterior entre o proprietário da empresa e o suspeito preso, em relação a um processo criminal que esse rapaz possui”, explica.

Artur informa que o suspeito de 35 anos possui um processo criminal relacionado a tráfico de drogas e o outro, de 39, já tem passagens por crimes de roubo. “No processo criminal, em 2015, o suspeito foi condenado e a vítima foi testemunha dos fatos relacionados ao tráfico de drogas. Ele cumpria pena e estava em liberdade provisória”, conclui.

Os dois homens foram encaminhados ao sistema prisional, e a investigação prossegue para completa elucidação dos fatos.

Foto: ASCOM-PCMG


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