Operação ‘Cemitério Maldito’ revela esquema de corrupção em Formiga

Escrito por em 12/04/2021

Por Portal G1

O Ministério Público (MP) em Formiga realizou nesta sexta-feira (9) a Operação “Cemitério Maldito”, que teve apoio das polícias Civil e Militar. A ação apura um esquema de corrupção que envolve servidores e um ex-servidor municipal. Segundo o promotor Ângelo Ansanelli, os investigados reservavam túmulos para famílias mediante cobrança de propina que variava de R$ 2 a R$ 3 mil.

As apurações indicam também que os suspeitos mantinham esquema de recebimento de horas extras que não eram devidamente cumpridas. Há indícios, ainda, de que os coveiros estariam desviando urnas funerárias e bens municipais para uma funerária particular.

O promotor esclareceu que o esquema ocorre há possivelmente 15 anos e só agora, há cerca de sete meses foi desvendado, mediante uma denúncia feita ao Ministério Público com apresentação de provas documentais, em vídeos e fotos.

O esquema

O promotor de Justiça contou que os servidores, por meio do antigo coordenador dos serviços no cemitério, reservavam túmulos para famílias e cobravam propina, de R$ 2 a R$ 3 mil. Isso porque, para enterrar uma pessoa em cemitério particular é bem mais caro que a propina aplicada, segundo o MP.

Para garantir os túmulos reservados, os servidores, agora afastados, enterravam caixões vazios e quando o ente da família que pagou a propina morresse, os coveiros retiravam o caixão vazio e colocavam o corpo.

Denúncia

O esquema foi denunciado pelo servidor que assumiu o lugar do antigo coordenador do serviço, exonerado no ano passado, mas que ainda continuava com as irregularidades. “Essa pessoa que sucedeu o servidor foi quem descobriu o esquema provas como apresentou imagens de caixões vazios. Há indícios de que tudo ocorria desde 2006”, pontuou.

Suspeitos

Cinco servidores que atuavam no município como coveiros foram afastados dos cargos por medida cautelar. O outro suspeito, que não tem mais vínculo municipal, está submetido a uma medida judicial de recolhimento noturno e em dias de folga, ou seja, não pode transitar livremente à noite e nos dias em que estiver de folga trabalhista.


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