Nuvem de gafanhotos chega à Argentina e se aproxima do Brasil

Escrito por em 24/06/2020

Produtores rurais e funcionários do governo da Argentina estão monitorando a entrada de uma nuvem de gafanhotos no país. Os insetos vieram do Paraguai e, por lá, destruíram lavouras de milho. Agora, a praga avança na parte do território argentino que faz fronteira com o Brasil e com o Uruguai.

Segundo projeção do país vizinho, os insetos podem chegar ao oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, oferecendo riscos às lavouras desses estados.

A orientação da Emater é que os produtores façam o monitoramento constante das lavouras.

De acordo com o governo argentino, a nuvem chegou ao país no fim da semana passada.

As principais regiões atingidas na Argentina são as províncias de Santa Fé, Formosa e Chaco, onde existe produção de cana-de-açúcar e mandioca e a condição climática é favorável.

Em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem, disse o engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina à agência Reuters. Muitos associam os surtos de gafanhotos a pragas bíblicas, mas o desequilíbrio na quantidade de insetos é causado pela catástrofe climática que toma conta do planeta.

O governo argentino afirma que os gafanhotos podem passar por vilas e cidades, mas não causam danos diretos aos seres humanos, apenas causam riscos a plantações e pastagens.

No Brasil, já houve surto de gafanhotos em regiões mais quentes e úmidas do país, como o Pará. Em 2017, os insetos passaram por diversos municípios do estado, atacando do lavouras de mandioca, trazendo prejuízos econômicos, além de riscos ao meio ambiente e saúde da população, com o uso indiscriminado de inseticidas e outros defensivos.

Caso a frente fria prevista para o Brasil nesta quarte-feira se realize há chances de a nuvem de gafanhotos não chegar ao país uma vez que baixas temperaturas e ventos fortes não são favoráveis aos insetos.

Confira um vídeo feito por moradores da Argentina nesta terça-feira, 23/06:

Fonte: Portal G1

 


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