Minas Gerais investe na saúde bucal da população

Escrito por em 21/06/2022

Por Agencia Minas

Minas Gerais retomou os investimentos em serviços de saúde bucal. Considerando a política de atenção especializada, foram aplicados mais de R$ 19 milhões entre 2021 e 2022. Outros R$ 41 milhões já estão empenhados para pagamentos. A aplicação de recursos é fruto da institucionalização da Política Estadual de Saúde Bucal, chamada Sorria Minas, em implementação a partir de outubro do ano passado.

Segundo a coordenadora estadual de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Jacqueline Silva Santos, os investimentos demonstram o compromisso do Governo de Minas Gerais com a melhoria das condições de saúde da população mineira. “O Sorria Minas tem, dentre as suas diretrizes, garantir à população mineira o acesso de forma integral aos cuidados em saúde bucal no Sistema Único de Saúde”, afirma.

A meta da nova política é promover a organização dos acessos da população tanto às ações quanto aos serviços de saúde bucal. “Não mais pela lógica de quem chegou primeiro e, sim, por meio de critérios de priorização que considerem o risco social das pessoas, considerando alguns grupos populacionais mais vulneráveis como, por exemplo, as gestantes, as crianças, as pessoas com deficiência, dentre outros”, aponta.

Para isso, o fluxo de atendimento deve ser observado, sendo a Unidade Básica de Saúde (UBS) o ponto de articulação para que o usuário tenha acesso aos serviços. “Quando uma pessoa apresenta alguma necessidade em saúde bucal, ela deve procurar a unidade de saúde da atenção primária mais próxima da sua residência. Lá ela vai fazer o tratamento odontológico necessário. Caso essa pessoa demande por um tratamento odontológico especializado, ela será encaminhada para os Centros de Especialidades Odontológicas, que vão fazer o atendimento dessa pessoa nas especialidades da endodontia”, diz.

Em Minas Gerais há 28 hospitais que cobrem 100% dos municípios mineiros para atendimento em ambiente hospitalar. “É importante também destacar que as pessoas, em especial as crianças, que nascem com deformidades, crânio faciais, deformidades congênitas, em especial as fendas e as fissuras labiopalatais também contam com serviços que são de referência para todo o estado”, destaca a coordenadora.

Jacqueline Santos explica que a boca é um órgão que extremamente importante para a alimentação e com vinculação ao processo de socialização. “Pela boca a gente se relaciona com as pessoas, com o mundo, utilizando a fala, a aparência, o beijo, o prazer de saborear os alimentos e o sorriso. Nessa perspectiva, os problemas bucais podem causar dor, infecções, dificuldades ao falar ou mastigar, limitações na alimentação, ausência na escola, prejuízos à aparência. São problemas que podem influenciar na saúde geral, na vida social e na qualidade de vida das pessoas”, destaca.

A coordenadora lembra que, a partir da emergência de saúde da covid-19, os atendimentos odontológicos eletivos precisaram ser suspensos, considerando as formas de transmissão da doença e a necessidade de garantir a segurança dos pacientes, dos usuários e também dos profissionais. “No entanto, hoje, considerando o contexto de menor número de casos e uma maior cobertura vacinal, a orientação é que os serviços retomem os atendimentos”, diz.


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