MG já teve quase 33 mil ocorrências do ‘golpe do zap’ neste ano

Escrito por em 16/11/2021

Por G1 MG

Minas Gerais já teve quase 33 mil ocorrências do “golpe do zap” neste ano, segundo a Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (Coeciber) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Um levantamento preliminar feito pelo órgão apontou que, entre janeiro e setembro de 2021, foram registradas 32.949 ocorrências de estelionato por meio do WhatsApp.

Este é o crime cibernético de maior incidência de demandas na instituição.

Segundo o Coeciber, as seguintes medidas podem ser suficientes para que o usuário da plataforma não se torne uma vítima dos estelionatários:

  • Não realizar imediatamente pagamentos ou transferênciasquando houver solicitação por meio do WhatsApp;
  • Não fornecer dados ou confirmar dados por telefone ou aplicativos não seguros(como WhatsApp, Telegram etc.), ainda que pareçam ser de instituições legítimas;
  • Restringir as configurações de privacidade de redes sociais, especialmente a da foto de perfil do WhatsApp;
  • Ativar a verificação em duas etapasem todos os produtos/serviços que possuírem esta funcionalidade (especialmente o WhatsApp) –
  • Alertar parentes e familiares, especialmente os mais idosos, sobre como esse tipo de estelionato vem ocorrendo e ensiná-los a adotar as medidas de prevenção.

 

Caso a pessoa tenha sido vítima ou sofrido uma tentativa de golpe, o Coeciber orienta adotar as seguintes medidas:

  • Nunca delete a conversa realizada com o criminosoe nem apague qualquer mensagem do diálogo;
  • Faça a captura de telas(“print screen” ou “prints”) dessa conversa;
  • Realize o “backup da conversa” e a “exportação da conversa”para algum e-mail;
  • Informe imediatamente ao parente ou amigocuja identidade está sendo usada pelo criminoso para que ele possa avisar terceiros e se precaver das consequências do uso de seu nome e dados;
  • Faça um boletim de ocorrência, constando o número usado pelo criminoso e quaisquer outros dados que ele tenha fornecido (e-mails, chaves PIX, contas bancárias etc.);
  • Comunique imediatamente seu banco e o banco para o qual os valores foram transferidos, registrando reclamações formais;

Envie um e-mail para [email protected] comunicando a criação de perfil falso, constando o número utilizado pelo criminoso e as capturas de tela (“prints”) realizadas.


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