Marido de cantora gospel preso por suspeita de golpe da pirâmide diz à polícia que renda da família era de R$ 150 mil por mês

Escrito por em 09/05/2022

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta segunda-feira (9/5), o andamento das investigações sobre o envolvimento de um casal que teria feito dezenas de vítimas de estelionato em Lagoa Santa e em outras cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os suspeitos foram presos pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), na última sexta-feira (6/5), após representação da Polícia Civil pelos mandados de prisão temporária.

Conforme adiantou o delegado responsável pelo inquérito policial, Flávio Teymeny, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do casal, resultando no recolhimento de celulares, computadores e anotações referentes aos investimentos dos clientes vítimas. “A empresa gerenciada pelos investigados foi estabelecida em 2019 e, inicialmente, cumpriam os pagamentos dos clientes. Foi a partir de maio de 2021 que a polícia começou a receber as primeiras denúncias de que eles estariam lesando as vítimas, em valores que podem chegar até a R $150 mil, o que ainda estamos contabilizando”, conta.

Ainda de acordo com Teymeny, o esquema criminoso consistia em oferecer investimentos escalonados que iniciavam no pagamento de 100% deles, no prazo de 40 dias; 200 % em 140 dias; e, passados 210 dias, poderiam chegar a 300% de lucro, de acordo com a promessa. “Apuramos que eles mantinham cerca de 12 grupos em um aplicativo de mensagens, cada um deles com cerca de 250 participantes, por isso, o prejuízo às vítimas pode ser exorbitante”, explicou o delegado, esclarecendo que o inquérito policial ainda está em andamento e, em breve, deve ser concluído. O procedimento reúne registros de ocorrência também em Vespasiano, São José da Lapa e Pedro Leopoldo, todos na RMBH.

As investigações revelam, ainda, que para dar credibilidade ao negócio, os suspeitos frequentavam igrejas, onde, inclusive, atraíam outros clientes e potenciais investidores. “Importante dizer que não descartamos a possibilidade de o casal formar o esquema da conhecida pirâmide financeira, uma vez que eles estariam, de acordo com informações preliminares, também estimulando clientes que já eram investidores a procurarem por novos interessados”, informou.

Foto: Reprodução / Instagram

Após a prisão dos suspeitos, na última semana, eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em Lagoa Santa, onde tiveram os mandados judiciais cumpridos. Em seguida, foram encaminhados ao sistema prisional. O procedimento de polícia judiciária apura, ainda, crimes contra a economia popular e contra o sistema financeiro.


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