Fim do toque de recolher na onda roxa em Minas Gerais

Escrito por em 07/04/2021

Minas Gerais não terá mais toque de recolher entre 20h e 05h e não terá mais a proibição de visitas e reuniões familiares durante a onda roxa do programa Minas Consciente, de combate à COVID-19. A decisão foi tomada pelo Comitê Extraordinário COVID-19 em reunião nesta quarta-feira (7/04). O toque de recolher já estava suspenso desde a última segunda-feira (5/4), quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) convocou uma reunião com o governo do estado para discutir o fim da medida.

A macrorregião de Saúde Triângulo do Sul e as microrregiões de São Gotardo, Montes Claros/Bocaiúva e Taiobeiras devem avançar para a onda vermelha do plano Minas Consciente. A decisão será publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (8/4). No entanto, as localidades serão monitoradas pela Secretaria de Estado de Saúde até a próxima sexta-feira (9/4) para garantir que não haja piora nos indicadores da covid-19. Somente será permitido o avanço a partir de segunda (12/4) caso o cenário positivo se mantenha favorável. As demais regiões do estado devem seguir, por mais uma semana, as medidas decretadas na semana passada. Triângulo do Norte permanece na onda vermelha e as outras 12, na roxa.

Restrições

Para compensar o fim da restrição de circulação de pessoas e da proibição de reuniões familiares, a norma que prevê medidas mais rígidas durante a onda roxa passa a proibir a retirada em balcão em todo o comércio não essencial, das 20h às 5h. Assim, estabelecimentos como bares e restaurantes só poderão funcionar em formato de delivery neste horário.

Supermercados e padarias, por outro lado, terão o horário de funcionamento ampliado até as 22h, para reduzir a circulação de pessoas no pico.

Conforme o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, o objetivo das medidas é evitar aglomerações.

“As mudanças não terão impacto na efetividade da onda roxa, porque a restrição de circulação de forma isolada não tem impacto direto. O que realmente queremos é evitar aglomerações. Por isso a decisão de fazer com que serviços não essenciais, principalmente bares, não vendam produtos em balcão para evitar concentração de pessoas na porta. Também recomendamos cuidado até mesmo durante uma reunião familiar, em função do risco de contágio”, esclareceu.

Ele também ressaltou que a taxa de isolamento cresceu após a implantação da onda roxa no estado e que, apesar do aumento no número de óbitos, as restrições já se refletem em queda na incidência da covid-19.

“Conseguimos uma taxa de isolamento crescente desde a semana 11, quando a onda roxa foi implementada em todo o estado. Mesmo assim, é um pouco lenta a queda na incidência, mas nos locais em que foi implementada primeiro temos tido sucesso. Os óbitos ainda estão subindo, mas isso não significa que estamos caminhando para a piora. O óbito é o último indicador a subir e reflete o colapso que vivenciamos em março e começo de abril. A tendência importante é o número de casos novos, incidência e ocupação. Já sentimos melhora nesses indicadores”, afirmou.

Atualmente, todas as macrorregiões mineiras registram mais de 20 pontos e, por isso, ainda é necessária a manutenção da onda roxa na maior parte do estado. A possibilidade de avanço para a onda vermelha depende de uma avaliação constante e criteriosa desses indicadores, para garantir que a flexibilização não coloque em risco a saúde da população. Veja abaixo a pontuação das macrorregiões nesta semana:

Centro – 29

Centro-Sul – 30

Jequitinhonha – 23

Leste – 30

Leste do Sul – 30

Nordeste – 27

Noroeste – 28

Norte – 26

Oeste – 28

Sudeste – 30

Sul – 29

Triângulo do Norte – 28

Triângulo do Sul – 29

Vale do Aço – 30

Imprensa MG


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