Após queda de rocha em Capitólio, governo identifica cerca de ‘500 áreas em risco iminente’, diz ministro

Escrito por em 17/01/2022

Por G1 Fantástico

Após o chocante acidente do Capitólio, em Minas Gerais, que deixou 10 pessoas mortas, as investigações têm um objetivo ainda maior do que apenas identificar culpados: prevenir novos desastres. O turismo de aventura sem fiscalização pode ser muito perigoso, então municípios, estados e o governo federal já estão colocando em prática medidas e inspeções. No entanto, não há lei que obrigue os estudos de risco ou vistorias em áreas remotas, onde ficam os cânions. Veja a reportagem completa acima.

Segundo revelou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energiaidentificou 500 áreas onde há risco.

Já vamos disponibilizar 500 áreas em risco iminente. Quero fazer isso o mais rápido possível, para ontem. Para que a gente possa cada vez mais oferecer mais segurança ao turista, envolver os estados e municípios, que são lá na ponta, na capilaridade.
— Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto

Pela lei, as inspeções e estudos de risco só precisam ser realizados em áreas urbanas. Em locais remotos, onde ficam os cânions, falésias, cavernas e cachoeiras, ficam de fora da obrigatoriedade, mas especialistas são categóricos: esse monitoramento das regiões rurais e turísticas são fundamentais para prevenir acidentes naturais como o de Capitólio.

Piauí e Sergipe agilizam inspeções

O acidente em Capitólio acendeu o alerta em estados e municípios com destinos turísticos semelhantes, como o Piauí e o Sergipe, que abrigam, respectivamente, o Cânion do Rio Poti e os Cânions do Xingó. A Secretaria do Meio Ambiente do Piauí fechou o local para visitação nessa época de chuvas para uma inspeção e espera gerar um relatório em até duas semanas.

Já para os Cânions do Xingó, área de conservação federal de responsabilidade do ICMBio entre os estados de Sergipe e Alagoas, foi formado um grupo com universidades da região, prefeituras e governos estaduais. O grupo, que conta com geógrafos e geólogos, irá fazer um estudo para delimitar margens de segurança para mitigar riscos na região.


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