28 de maio é Dia Mundial do Hambúrguer

Escrito por em 28/05/2020

28 de maio é, oficialmente, Dia Mundial do Hambúrguer. Que tal conhecer um pouco mais sobre este lanche tão popular no mundo todo e ainda aproveitar uma super promoção que nosso parceiro Fanz Burguer tem pra você?

O prato da maneira que conhecemos hoje é originário de Hamburgo, na Alemanha, e foi produzido pela primeira vez no século XVII. Mas a história do hambúrguer não começa nos idos de 1600. O hambúrguer, bem como o chucrute, também é uma contribuição gastronômica do temido exército de Genghis Khan.

O lmperador Mongol que viveu no século XIII foi um dos maiores conquistadores da história, dominando a Ásia, o Oriente Médio e a Europa Oriental. Sua tropa (gigantesca para a época) era formada por 150 mil cavaleiros. Para alimentar tanta gente, esses soldados transportavam a carne de caça entre a sela e o lombo dos cavalos. Assim, a peça virava uma pasta (salgada pelo suor do animal) que, posteriormente, era moldada em forma de bolas achatadas bem fáceis de comer entre uma batalha e outra.

Genghis Khan imperador Mongol

Foi o que aconteceu durante a invasão da Europa pelos Tártaros, uma das mais importantes tribos Mongóis. Essa maneira de consumir a carne “pilada” foi aprendida pelos moradores do “Velho Mundo” e acabou se tornando um hábito, “dando forma” à história do hambúrguer.

Com o passar dos anos esse processo foi sendo difundido até que no século XVII um açougueiro de Hamburgo, na Alemanha, ficou sabendo da preparação apreciada pelos Mongóis e decidiu (em vez de amassar) moer pedaços de carne. Com a carne moída ele temperou a massa e a modelou no formato de pequenos bifes arredondados.

A “novidade”, agora devidamente temperada, era saborosa e barata. Por isso, os “bifes de carne moída” se popularizaram rapidamente em Hamburgo. Mas as bolas de carne ainda eram comidas puras, não havia um pão que as envolvesse.

Duzentos anos depois, no início do século XIX, os primeiros imigrantes alemães da região de Hamburgo chegaram aos Estados Unidos e na bagagem estava a receita do “bife de carne moída”. Só para você ter uma noção do tamanho dessa influência estrangeira, entre 1880 a 1910, os Estados Unidos recebeu cerca de 18 milhões de imigrantes, sendo que 6 milhões vieram da Alemanha. A maioria desembarcou no porto de Nova York.

Por isso também não é por acaso que foi um restaurante de Nova York, o Del Monico’s, o primeiro, de acordo com os historiadores, a incluir o “Hamburger Sandwich” em seu cardápio, em 1836.

Na “Terra do Tio Sam” a iguaria em homenagem aos criadores alemães recebeu o nome de “hamburg style steak“, que em português significa bife ao estilo hamburguês.

Primeira loja da franquia White Castle inaugurada no Kansas em 1921. Foto White Castle divulgação.

Os americanos, portanto, não inventaram o ícone que hoje os define. Mas essa associação do hambúrguer aos norte-americanos não é injusta. Afinal foram eles que tiveram a ideia de colocar o bife grelhado no meio do pão, dando cara ao sanduíche mais consumido nos Estados Unidos e apreciado em todo o mundo.

A inovação, ao contrário da preparação do bife pilado pelos soldados da horda de Genghis Khan, não foi por acaso. O estilo de vida americano (o famoso “American Way of Life” institucionalizado pela Declaração de Independência dos Estados Unidos da América em 4 de julho de 1776) e fortemente “alimentado” pelo Estado Americano desde o século XIX pregava a ideia de que “tempo é dinheiro”.

Assim, juntamente com o “American Dream“, o trabalhador tinha (e tem até hoje) que engolir a seco formas de otimizar minutos e segundos. Nesse sentido, um lanche rápido, nutritivo, prático de preparar e facilmente degustado com as mãos era tudo o que esse americano precisava para enfrentar a dura rotina de trabalho da era industrial.

E foi com essa ideia em mente que no ano 1900 o cozinheiro Louis Lassen, dono de um pequeno trailler em New Haven (Connecticut), começou a vender somente hambúrguer. O “Louis’ Lunch”, tinha sido inaugurado cinco anos antes vendendo sanduíche de filé, mas desde 1900 só serve bife de carne moída no pão de forma tostado.

Louis’ Lunch no início do século XX. Foto: Louis’ Lunch / divulgação.

Mas a partir da década de 20 a produção em larga escala do delicioso sanduíche tirou dele, além dos nutrientes, a graça de uma comida fresca. A primeira rede de fast-food de hambúrguer dos Estados Unidos, a White Castle, fundada em 1921 no Kansas, vendia sanduíches cozidos no vapor ao preço de 5 centavos de dólar a unidade.

A ideia prosperou e vários outros restaurantes tendo o sanduíche como estrela principal surgiram em todo o país nos anos seguintes. Em 1931 o hambúrguer já era tão popular que até conquistou os quadrinhos. O Wimpy, o melhor amigo do Popeye (que nós conhecemos por Dudu), tinha uma fome incontrolável e desmedida por hambúrguer.

O personagem ficou famoso pela frase: “I’ll gladly pay you tuesday for a hamburger today“, que em português significa dizer que o Dudu pagará na terça-feira, com um enorme prazer, o hambúrguer que ele vai comer hoje. A tirinha cômica criada pelo cartunista Elzie Segar, ao dar visibilidade ao incipiente hábito americano, era uma prova de que o hambúrguer tinha vindo para ficar.

Em 1937 os irmãos Dick e Maurice McDonald consolidaram essa lógica do mercado de hambúrguer. Com a inauguração do primeiro McDonald’s, um pequeno drive-in na cidade de San Bernardino, na Califórnia, a receita oficialmente deixou de ser caseira e ganhou proporção industrial.

A carne fresca foi definitivamente substituída pela processada e congelada. Os molhos passaram a vir da fábrica e a confecção do hambúrguer virou linha de montagem. O lanche barato (e agora nada saudável) ganhou “status de refeição”. E, desde então, o mundo do fast-food nunca mais foi o mesmo.

Com a consolidação da marca “McDonald’s” hambúrguer virou sinônimo de comida americana. Rapidamente o lanche se tornou unanimidade entre os cidadãos da “Terra do Tio Sam” e depois da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, o sanduíche de pão, carne, queijo, molho especial e salada conquistou o mundo.

Primeira loja McDonald’s da franquia inaugurada em San Bernardino na Califórnia em 1937. Foto Thomas Hawk Flickr Creative Commons.

E o hambúrguer se tornou protagonista não só das cozinhas internacionais. O tradicional lanche virou obra de arte, eternizado por diversos artistas pós-modernos. Andy Warhol, o mais famoso representante do movimento Pop Art, surgido em meados dos anos 50, apresentou ao mundo o seu “Double Hamburger” em 1986.

Double Hamburger obra de Andy Warhol feita em 1986.

A Sétima Arte também pegou carona na aura de sedução do ícone americano. Nas últimas décadas foram produzidos diversos filmes sobre o tema como “A Guerra do Hambúrguer” (1997),  “Madrugada Muito Louca“(2004), “Nação Fast Food” (2006), “Tá Chovendo Hambúrguer” (2009) e “Fome de Poder” (2016).

Além das películas o cinema incorporou a forma. O exemplo clássico é o da nave estelar “Millennium Falcon”. Projetado por George Lucas, o veículo espacial de Star Wars é considerado por muitos críticos um “hamburgão voador”.

Aproveitando a licença poética até a eletrônica se rendeu ao lanche. No início da década de 80 o jogo BurgerTime, produzido e desenvolvido pela indústria japonesa Data East, virou febre entre os adolescentes americanos. No BurgerTime o jogador é o cozinheiro que monta os hambúrgueres enquanto escapa de comidas animadas. O jogo foi relançado para diversas plataformas: Atari 2600, Game Boy e PlayStation.

BurgerTime jogo desenvolvido pela japonesa Data East em 1982. Foto reprodução internet.

Sete anos depois, em 1989, os moradores de Seymour, cidade do Estado americano de Wisconsin, fizeram o maior hambúrguer do mundo. A “monstruosidade” pesava 2.500 kg. Depois do grande feito a cidade passou a sediar uma festa anual sobre o sanduíche. Seymour também construiu na praça central do município o “Hall da Fama do Hambúrguer”.

Estátua de Charlie Nagreen em homenagem ao inventor do hambúrguer localizada na praça central de Seymour. Foto Homeofthehamburguer.org

A estátua homenageia o vendedor de almôndegas Charlie Nagreen que, de acordo com a cultura local, foi o inventor do hambúrguer, tendo sido o primeiro a colocar o bife de carne moída dentro de um pão durante uma festa na cidade em 1885. A história nunca foi comprovada. Ainda assim o festival anual de hambúrguer de Seymour é um grande evento americano.

Não sei se foi com a intenção de eternizar esse recorde da cidade de Seymour de ter feito o maior hambúrguer do mundo até então (e não registrado pelo Guinness Book) mas 12 anos depois, em 2001, o artista plástico David LaChapelle, discípulo de Andy Warhol, produziu “Death by Hamburger”. A obra, na minha visão, é uma crítica interessante à ferocidade da indústria de fast food norte-americana.

Os dados desta matéria foram retirados do blog Vida de Cozinheiro, da jornalista e chef Mari Bontempo, que vale a pena uma visita para quem é amante da boa mesa. O link para o Blog da Mari é você acessa clicando aqui.

PROMOÇÃO!

Hamburguer Fanz Burgers

Depois de conhecer tudo sobre a história do hambúrguer aposto que bateu aquela vontade de saborear essa delícia, não é?

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Válido para pedidos realizados somente no dia 28/05/2020 (no almoço e noite).

Fonte: Jornalismo Grupo Rádio Clube de Itaúna e Blog Vida de Cozinheiro de Mari Bontempo


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